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'Meu Malvado Favorito 3', será que é o melhor filme da franquia?


Mas, ele é tão fofinho? Será?

O vilão ‘mais não-vilão’ do cinema está de volta as telonas. Gru e toda sua trupe retornou 'com tudo' em Meu Malvado Favorito 3, agora casado com Lucy e suas três filhas (Agnes, você é nossa favorita!),  vem com diversos problemas, afinal nem tudo é um mar de rosas, o ex-super vilão perdeu seu emprego por não conseguir capturar Balthazar Bratt.

Além de tudo isso, Gru descobre que tem um irmão gêmeo chamado Dru – milionário, que também gosta da maldade e se une com o irmão para finalmente conseguir pegar Bratt. Durante o reencontro, você conhece a origem de Gru, todas as questões do porque ele se tornou um vilão e ao mesmo tempo, retorna o personagem tentando driblas as responsabilidades de ser pai. 


Já por sua vez, os Minions, como sempre marcam presença, fazendo o que eles sempre fazem: todos rirem. Porém é aquela coisa, uma cena gigantesca, uma grande fuga e fim. A produção que tem tudo para ser um grande filme, se perde em querer abraçar todas as suas vertentes possíveis, a de ter um roteiro família, de mostrar o lado vilão do personagem principal e dos outros dois (Dru e Bratt) e principalmente em passar uma mensagem positiva sobre amizade – o último, eles conseguem, uffa!

Mas vamos com calma... Irmãos? Sim! O relacionamento de Gru e Dru, mostra uma realidade de muitos, onde a família ‘tradicional’ sempre tem aquele que é um sucesso e outro que almeja o sucesso. Isso nós vemos com Dru, o milionário, galã e tem todo o poder nas mãos, porém não tem uma família e Gru que almeja ser milionário, mas tem uma 'família perfeita'. 

E você se lembra o unicórnio? Então, a Agnes vende aquele unicórnio (mas ele é tão fofinho!) e o roteiro das meninas, fica girando entorno desta ação – que as leva a outras aventuras, porém fica um tanto confuso com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e por este motivo, sentimos que sim, elas perdem o sentido no filme.


Já o vilão 'da vez', Balthazar, vem com força total no lado cômico do filme e embalado nos hits dos anos 80 – conta a história do personagem, que foi um ator mirim de muito sucesso e teve sua carreira enterrada quando cresceu (ah, os hormônios!). Quando estava na sua carreira de sucesso, Bratt, interpretava um jovem que só sabia ser mal e, após se demitido, acreditou que poderia assumir o personagem e tornar ele realidade – conquistando assim, o cargo da melhor parte do terceiro filme da franquia.

Ah! Notamos que esse filme não é algo totalmente infantil, pois muitas crianças conseguem entender os personagens, mas as referências – que leva grande parte do longa – não faz parte da cultura atual dos pequenos, fazendo com que não entendam metade da produção.

Mas, calma vamos explicar o porque das coisas. Ele é um filme divertido, colorido e que consegue tirar muitas risadas do público, mas se analisamos a franquia ‘Meu Malvado Favorito’, é nítido que este é o mais fraco. Existem muitas portas abertas e sem uma resposta, fazendo com que se formos analisar não chegamos a um porta das coisas, como a demissão e o ‘retorno’ ao trabalho. Diversos desejos ao mesmo tempo e a questão que até no momento não conseguimos entender se ele é um filme sobre o Gru aceitando as responsabilidades de ser pai ou ele voltando a ser vilão, se é um filme sobre o Gru encontrando sua família ou ele buscando o vilão mais terrível da terra.

Por fim, ele é um filme infantil? Sim, é um filme infantil, porém está distante de ser cativante na mesma proporção que o primeiro longa da franquia 'Meu Malvado Favorito'.


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