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Conheça 6 autores nacionais para se apaixonar no Dia Nacional do Livro!



Olá, leitores! Eu sou a Josy Souza do blog “Estante da Josy”, e fui convidada pela equipe do “E ai, Pop?” para trazer para vocês algumas indicações de autores nacionais que vocês precisam conhecer, em homenagem ao Dia Nacional do Livro (hoje!).

Eu, como leitora assídua que sou, estou completamente agradecida pelo convite e estou aqui com o maior prazer, para apresentar para vocês 6 autores que de alguma forma significaram muito na minha vida como leitora e que acredito que vocês precisam conhecer. 

Pedro Bandeira (Foto: Rubens Romero)
O primeiro é o Pedro Bandeira. Nasceu em São Paulo e é autor de livros infanto-juvenis. Já recebeu vários prêmios como o Troféu APCA e o Prêmio Jabuti.

A primeira obra que eu conheci do autor foi “A droga da Obediência”. Na quinta série eu tinha uma professora que lia um capítulo de um livro por semana e de todos, o que mais me marcou, foi esse. Eu ficava tão ansiosa pela continuação da história que acabei pegando o livro emprestado na biblioteca da escola e terminei a leitura antes de todos saberem como seria o desfecho. Fiquei tão maravilhada que quis ler outras obras do autor. Em uma busca na biblioteca da escola, encontrei “A marca de uma lágrima” que veio ser um dos meus livros preferidos! Atualmente eu já perdi as contas de quantas vezes reli cada um desses livros. Posso afirmar que é completamente fascinante.

Outro autor que fez parte da minha infância e que reencontrei atualmente é Marcos Rey. Edmundo Donato utiliza o pseudônimo “Marcos Rey”, o autor também é paulista, foi um grande escritor e roteirista. Falecido em 1999, deixou um legado de cerca de 27 obras literárias. Ele escrevia, inclusive, para a Coleção Vagalume, muito famosa na década de 90. Lembro de ter lido várias obras do autor durante minha infância. Mas atualmente, eu resolvi retomar essas histórias e reli “Um cadáver ouve rádio”, uma das histórias que mais me prenderam. Já li, reli e ouvi – em e-book – essa história diversas vezes. Cada vez eu pego uma pista diferente que eu não tinha percebido antes. Toda a trama criada é genial e instigante.


Para quem me acompanha no meu blog essa indicação não será surpresa nenhuma: Paula Pimenta. A autora é mineira e apaixonada pela magia dos contos de fadas, detalhe que fica bem nítido em seus escritos. Apesar do público dela ser infanto-juvenil, na maior parte meninas de 12 a 16 anos, eu, mesmo com 20 anos, sou completamente viciada na escrita da Paula. A forma como essa mulher descreve as cenas, a paixão que transborda pelas páginas é uma coisa... mágica! Essa é uma palavra que define bem “magia” é o que você mais encontra nas obras dessa autora. (Também, o que esperar de uma pessoa que faz seu casamento na Disney?) O livro dela que me conquistou foi “Fazendo meu Filme”, completo em 4 volumes, me fez chorar pela primeira vez ao terminar uma série literária. Depois disso, posso dizer que fiquei completamente apaixonada pela série de princesas modernizadas que ela criou, especialmente “Cinderela POP” que é uma releitura da Cinderela nos tempos modernos e que é tão bem escrito e com referências totalmente bem colocadas que é impossível que os fãs de Cinderela (como eu) não seja fisgado por esse livro. A coleção das princesas possui três volumes, além da Cinderela Pop, foi escrito o “Princesa Adormecida” e “Princesa das Águas”, releitura de “Bela adormecida” e “A Pequena Sereia” respectivamente. Me tornei fã dessa autora e virou comum a rotina de: “ela publica, eu compro e leio.


Outra indicação que não é novidade para quem me acompanha é Carina Rissi, paulista e suas obras tem ganhado reconhecimento em todo o país. Essa mulher além de escrever maravilhosamente bem, com um humor sagaz, ela é incrivelmente simpática e atenciosa. Tive o imenso prazer de conhecê-la e não tenho palavras para descrever o quanto aquele momento foi incrível para mim. “Perdida” foi o romance dela que mais decolou e o que mais me conquistou também. Foi o primeiro livro que li dela e desde então, se tornou obrigatório comprar e ler tudo que ela publica. Já li todos os livros dela - exceto “Prometida”, que acabou de ser lançado, porém já comprei e lerei em breve – e costumo dizer que se ela publicar a lista de compras dela, com certeza eu comprarei e lerei. Ela tem um dom incrível de tornar uma simples “folha de alface” em algo a ser comentado. Todas as suas obras são chick-lit, ou seja, histórias engraçadas que sempre envolvem uma mulher um tanto atrapalhada tentando resolver seus problemas pessoais, mas que no meio dessas tentativas, se envolve em várias confusões engraçadíssimas, que estimula o leitor a querer saber o que vai acontecer a cada página e como a personagem vai resolver a situação. Ao terminar os livros da autora, demora algum tempo para você se acostumar com a ideia de que você não vai encontrar os personagens acidentalmente passando pelas ruas. Você os sente tão próximos que é quase como se eles fossem reais.


Autores bons são aqueles que marcam nossa infância, sendo assim, tenho a indicação de mais uma autora que fez história quando eu era criança. Thalita Rebouças, uma carioca vibrante. A forma como conheci o trabalho dessa autora é simples, mas teve um desenrolar interessante: eu estava assistindo TV Globinho com meus 9 anos aproximadamente e logo depois começou TV Xuxa. No dia, a produção do programa levou uma moça que estava fazendo sucesso com seus livros para o público infanto-juvenil. A autora era a Thalita Rebouças e seus livros eram a coleção “Fala Sério” que no momento possuía 3 volumes “Fala sério, Mãe”, “Fala sério, Amor” e “Fala sério, Professor”. Passaram depoimentos de leitores animadíssimos e a moça contava sobre a história de seus livros de forma descontraída e extrovertida (em 2014 eu tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e vi que ela é realmente uma pessoa extrovertida, simpática e cheia de energia). Eu comecei a sentir que necessitava ler esses livros, mas na época eu não tinha a menor condição de conseguir. Passaram-se anos e essa autora e seus livros não saíram da minha cabeça jamais. Bastante tempo depois, eu fui à Biblioteca Municipal da minha cidade e adivinha qual foi o primeiro livro que fui buscar? Esses mesmo! Li lá mesmo na hora, todos os três! E hoje em dia ostento minha coleção com os três livros da coleção, mais o “Tudo por um POP Star” e o mais novo lançamento que ainda não consegui ler: “Confissões de uma garota excluída, mal amada e (um pouco) dramática” (que ouvi dizer que é o melhor livro da autora até o momento).


Agora indo para um público bem mais adulto, outra indicação é o André Vianco, outro paulista, autor de livros de fantasia e terror com mais ênfase em vampiros. Digo que é para um público bem mais adulto, pois a narrativa da maioria de suas obras é carregada com palavrões e cenas de muita ação.

Recentemente ele mudou de editora, deixou a Novo Século para ir para a editora Aleph – só isso já mostra o grande sucesso que ele apresentou – e apesar de eu ser loucamente apaixonada por vampiros, a história dele que mais me fascinou foi “O caminho para o poço das lágrimas” um livro um pouco mais leve, mas com uma reflexão incrível. Têm ilustrações maravilhosas e um enredo incrível, a história trata-se de família e de aceitação. Em forma de conto de fadas, com direito até ao “Era uma vez...”, o autor aborda um tema sério de forma emocionante. 

Reconheço que existem mais centenas de bons escritores nacionais, mas este TOP 6 é para indicar aqueles que conheci e que fizeram diferença na minha vida como leitora. Todos esses autores indicados me proporcionaram experiências fantásticas e eu tenho o maior orgulho de ter esses autores escrevendo em nome do nosso país, para provar que no Brasil tem sim uma ótima literatura e que precisa ser mais valorizada. Muitos leitores hoje em dia, vão direto para autores estrangeiros sem nem mesmo olhar para o que o nosso país tem a oferecer. E o mais triste é que a maioria é por puro preconceito. Talvez por ter sido obrigado a ler os clássicos da literatura que, apesar de serem livros incríveis, devemos reconhecer que não são de fácil leitura e que não trazem uma história que possa prender verdadeiramente uma pessoa que está ingressando no mundo literário. Muitas vezes, forçar a ler esses livros, assusta o jovem a ser um leitor.

Por isso, antes de julgar que todo livro brasileiro é ruim, convido-os a explorar novos autores como os que listei aqui, autores que possuem muito a oferecer. Pelo menos um desses autores vão cativar vocês e muito possivelmente, mudar a percepção daquele que tinha receio de ler nacionais. 

Escolhe um autor como escolhes um amigo.
- W. Roscommon

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