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Coala Festival 2016 - Amor em forma de evento

Coala Festival 2016 (Foto: I Hate Flash)

No sábado (3), rolou o Coala Festival em São Paulo, no Memorial da América Latina. Apesar do tempo nublado, ameaçando chover a qualquer momento, peguei a mochila junto com o Neto e fomos conferir.

Chegando na Barra Funda, percebemos que o público do Coala é bem específico, parecido conosco - e um beijo pra galera das plaquinhas "Coala do amô" <3. Nesta edição, conferimos os shows de Silva, Lila, Céu, Cícero, Baiana System e Karol Conká - nos intervalos, os DJs Samuca, Tutu Moraes (Santo Forte) , Tamenpi e Sonido Tropico garantiram a festa.

Ao entrar no Memorial, o espaço estava tomado por pessoas e experiências bacanas. Escrevemos no óculos gigante da Chilli Beans, participamos do tour virtual do Greenpeace pela Amazônia (e adoramos!), olhamos de longe o pessoal praticando slack-line (curiosos para experimentar, porém sem um pingo de coragem), tiramos fotos no painel especial do Coala e curtimos cada segundo ali dentro. As comidas foram um show à parte, onde food trucks e o próprio evento nos surpreenderam. O tempo podia estar pra baixo, mas estávamos fervendo - não somente nós, como todo o publico.


Silva
Apesar do calor e da sensação de abafamento, o público fiel esqueceu do mundo e se jogou - foi bonito de ver. Lúcio Silva, o Silva, pode parecer meio tímido no palco mas seu envolvimento com as músicas conquista qualquer um. Se você não conhece o cantor, tem que procurar e ouvir. "Sufoco", música do seu último disco, nos pegou de uma forma, que olha... Só ouvindo pra entender:



Lila
Eu assumo que nunca tinha ouvido sequer uma música da Lila. Poderia ter procurado antes do show, mas levei em consideração o pensamento de "me surpreenda". Mulher, que vozeirão você tem. Virei fã e já estou acompanhando o trabalho fascinante que ela produz. A leveza no palco e a visível conexão com a música e com o público são hipnotizantes, deixam aquele gosto de quero mais - ah, esse show era patrocinado pelo Spotify, nota disso era o seu figurino e o zepelim da plataforma sobrevoando o pessoal durante o show. "Esse foi o maior show da minha carreira, foi uma emoção que eu vou levar pro resto da minha vida", revelou Lila, após descer do palco.



Céu
Ela levou uma turma de crianças pra assistir o show. Ver os pequenos encantados com a situação toda foi engraçado e curioso - veja bem, eles eram as poucas crianças que estavam lá dentro e aparentemente encararam aquilo de uma forma bem espontânea. Céu dá tudo de si no palco e isso é o que cativa os fãs. Os olhares de admiração foram prova - e nós amamos pessoas viscerais. O Neto já tinha visto um show dela, disse que era incrível e mostrou algumas músicas. No Coala, não foi diferente!



Cícero + Marcelo Camelo

Por falar em visceral, do show do Cícero em diante aconteceu o que eu gosto de chamar de "apagar fogo com gasolina". O público já estava atiçado, bastou o empurrão. "A Praia" foi uma das músicas que fez a galera chorar e quando Marcelo subiu ao palco e cantou "Hey Nana", da Banda do Mar, nós estávamos sem saber como reagir - e não foi ruim, não. Durante toda a participação de Marcelo no show, funcionava da seguinte forma, uma música do Cícero com a participação de Camelo e outra música do Marcelo com a participação do Cícero, mesmo que o público cantasse por si todas as músicas. Esta foi a primeira e última vez em que Marcelo Camelo subiu no palco em solo brasileiro, neste ano. A parceria foi uma ideia da equipe do Coala. “Eu gosto muito de Cícero, é um amigo já de muito tempo e nesse momento da minha vida eu aceitaria poucos convites, já que eu estou num momento que tocar está um pouco fora, mas eu fiquei muito feliz com o convite. Foi uma satisfação pessoal, mesmo”, revelou Camelo.


Bom, nosso coração bateu mais forte e queremos mais parcerias entre o Cícero e o Marcelo - mas sem tentar matar o microfone, ok, Ciço?




Baiana System
Gruda mais que chiclete e corta mais que gilete. Ouvir o grupo ao vivo é uma viagem só de ida pra batucada. A própria banda declara e nós concordamos: Não existe nada parecido com o Baiana System. Nós não conseguimos sequer descrever e pedimos desculpas, mas você precisa ouvir pra entender. O público se envolveu tanto que mesmo de longe dava pra perceber que estavam todos extasiados, era gente pulando para todos os lugares e se jogando na batucada. A vibe é tão boa e gigantesca, que a banda já é um dos pré-candidatos a melhor show do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).




Karol Conka
Mamacita falou e fechou com chave de ouro. "É o Poder" e "Tombei" tiraram a galera do chão, mostrando que a Karol sabe bem o que faz. Sua postura no palco impõe respeito mas não a afasta do público - Karol é gente como a gente e gosta de deixar isso bem claro. Nos sentimos acolhidos e desejamos que ela fosse nossa melhor amiga. Seu show não tem um momento relax, você dança a cada música e escuta de tudo, desde o primeiro ao último disco - conhecendo a carreira inteira da cantora.

Depois da maratona, voltamos pra casa pensativos. Acredito que o Coala foi um dos poucos festivais onde me senti bem e livre pra expressar o que fosse - seja chorar com uma música ou dançar no meio de estranhos. O que mais me cativou foi a sensibilidade em comum dos artistas, onde diversas questões foram levantadas mas no sentido de empoderar pessoas. Voltei um pouco mais forte de lá e, sem dúvidas, o "Coala é do amô".

De acordo com estudos, um coala é muito parecido com um bicho preguiça no quesito dormir. Ele ultrapassa o bichinho brasileiro e dorme durante 20 horas -  depois desta edição, ele precisa dormir e aos que ficaram curiosos, 2017 tem mais! 

Gabriel Andrade, um dos curadores e sócio do festival, disse que já está pensando no line up do ano que vem. “Nós já estamos pensando em 2017. Vai vir coisa muito boa mais uma vez”, assegura.

Até 2017, Coala <3

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