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Quentin Tarantino - Amor e Ódio



Quentin Tarantino é um cineasta americano que tem - ao mesmo tempo - uma legião de fãs e uma coleção de críticas. Seus filmes são conhecidos pelo alto teor de violência, sangue, diálogos longos e finais surpreendentes, que acabam fugindo do padrão de histórias felizes.

Essas características fizeram com que ele se destacasse, tanto positivamente quando negativamente. No comando de 12 filmes (até agora), mas se contar com suas participações na produção, roteiro e até mesmo atuação nos próprios filmes e em outros, o total é 39.

Nesse meio todo, há quem ame e quem odeie. Conversamos com três pessoas sobre suas opiniões em relação ao diretor, olha só (pega a pipoca!):


Agnelo Fedel
(Foto: Arquivo pessoal)
Agnelo Fedel, 53, professor na Universidade de Sorocaba e crítico de cinema, conta que no caso do plágio, é pura questão de referência e não cópia de algo. Ele explica que muitos diretores, como George Lucas e Tim Burton, usam referências de filmes antigos e outras coisas em suas obras. O intuito disso é dar a sensação de que o telespectador já viu aquilo em algum lugar.

As referências não estão presentes só no cinema, mas em qualquer obra de arte. No caso do Tarantino, ele deixa isso bem explícito - e talvez seja essa a causa do incômodo - mas ainda assim ele a utiliza de uma forma diferenciada, inteligente. Em relação ao seu gosto pelo cineasta, ele diz "Até considero ele um ótimo diretor mas chegar a genialidade é um pouco de exagero".

Paulo Herique Tirabassi
 (Foto: Arquivo pessoal)
Já o designer gráfico, Paulo Henrique Tirabassi, 19, diz que o uso da referência dá qualidade ao material e também serve como uma homenagem. Ele cita Star Wars como um modelo de referência para outros filmes e que isso é normal. "Não vejo como como plágio, mas sim como homenagem ou até mesmo uma brincadeira", acentua. Em relação ao diretor, ele acredita em uma visão artística da violência, e que isso é demais.

Paulo Henrique Gomes
(Foto: Arquivo pessoal)
Paulo Henrique Gomes, 46, engenheiro eletricista, que não gosta do diretor e explica que apesar dos prêmios que ele já ganhou, o excesso de violência é surreal e há muitas fugas da realidade. Como exemplo, ele diz: "Qualquer corte jorra sangue como se fosse um chafariz".

Na internet o público também se divide. Selecionamos alguns comentários de uma crítica publicada pelo site Adoro Cinema sobre o filme "Os Oito Odiados" - a recente obra do diretor. 

"Muita gente acha que entende de filme porque gosta do tarantino. O cara não tem talento algum só sabe fazer cópia de filmes, e cópias ruins, esse por exemplo é uma b****, história tosca, amarrado, e torturante, final idiota como sempre."

"Eu simplesmente adorei o filme, cada personagem foi devidamente bem trabalhado, o final é extremamente poético, adorei a genialidade da carta do Lincoln, e o fato do Tarantino só revelar o que está escrito no final. Por mais que a coisa do veneno seja clichê, o filme em si não é, o Tarantino dirigiu com maestria, revelando todos os segredos, personagens, plots no momento certo. O filme não é para qualquer um, realmente, mas o Tarantino já deixou isso claro em seus primeiros filmes."

"Eu sei que muita gente gosta do Tarantino. Eu também gosto. E muito. Mas Os Oito Odiados é ruim demais. Trash e sem graça. Escatológico e bobo. Roteiro sem pé nem cabeça. História sem graça. Edição extremamente capenga e infantil. Uma droga!"

"Fazer filmes violentos e cada vez mais violentos é uma forma de fazer a população a se acostumar com valores morais cada vez mais distorcidos, degradados, dilapidando também os valores religiosos, o homem não presta, somos como porcos chafurdando na lama. Tal é o objetivo de diretores como Tarantino. O melhor é as pessoas acordarem e perceberem o quanto estão sendo manipuladas!"

E você, o que acha? Se expresse nos comentários!

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