recent

Resumão do POP: Lollapalooza Brasil – 2016


O evento que fez a internet parar e até mesmo ofuscou a manifestação contra o governo, pegou o posto de maior festival de música (em sua plenitude) do Brasil. Prova disso, num único show o público ouviu Wesley Safadão e presenciou MC Bin Laden no maior palco do festival. 

O Lollapalooza 2016 abriu as portas do Autódromo de Interlagos em São Paulo, no sábado (12), trazendo aos palcos 27 bandas e cantores que levantaram o pessoal. Vamos aos principais shows do primeiro dia:

BAD RELIGION


Uma festa punk californiana dos anos 90? Isso mesmo. Sem tirar ou adicionar nada, teve rodas de punk (o famoso mosh), público tatuado com o símbolo da banda, tiozinhos carecas e muita música. A banda que é liderada por Greg Graffin (ele é professor na Universidade da Califórnia – UCLA), tem um som poderoso, melódico e para aqueles que nunca ouviram a banda, a música era muito acessível.
Emendando uma música na outra (não no nível Rihanna no Rock in Rio 2015), tocaram 20 faixas, incluindo as favoritas do público como “New America”, “Do What You Want”, “Can’t Stop It” e a música “Los Angeles Is Burning”, que sofreu alteração colocando “Sao Paolo” no lugar de LA. E claro, a música “American Jesus” que não poderia estar de fora.

OF MONSTERS AND MEN
(O coração da redação bateu mais forte!)


Os irlandeses entraram no palco e já levantaram o público de uma vez só. Entre tantos ‘heys’ e palmas, o show foi levado na base de alternância das canções do disco “Beneath the Skin” (2015) e o primeiro álbum, “My Head is an Animal” de 2011.
Quando tocaram “Thousand Eyes” todos cantaram, pois reconheceram do trailer da série “Jessica Jones”. Mas ápice do show foi quando começaram a tocar os seus maiores hits. Começando com “Crystals", prepararam o público para “Little Talks”, “Wolves Without Teeth” e o clássico “Disty Paws”. (Foi realmente um show muito amorzinho.)

HALSEY
(Alguém segura essa menina!)


O mar de balões azuis combinando com seu figurino foi a primeira coisa que vimos quando a cantora de 21 anos abriu o seu show. A norte-americana, cantou praticamente todo o disco “Badlands” (2015), mas antes de entrar no palco, conversou com a equipe do Multishow e revelou que o disco é muito pessoal. O material fala de coisas que ela viveu na época de produção, tendo até composições da época em que gravava os seus vídeos e publicava no Youtube.
Durante o show, as coisas foram fluindo. A vibe foi aumentando tanto que a cantora até se desfez de seu casaco e seus sapatos de salto. Sempre agradecendo muito aos seus fãs pelo carinho e correspondendo com a força que o público tinha a cada música.

MUMFORD & SONS
(SEGURA A FÃ!)


O grupo britânico realizou finalmente a sua estreia no Brasil, com 17 musicas em seu setlist. Levantando o pessoal, o show tinha tudo para ser tranquilo, até chamar uma uma fã. Conhecida nacionalmente como Isabel, a pedido do vocalista ela traduziu o que eles tinham falado:
Este é meu show favorito pra toda vida. Brasil é nosso país favorito. É nosso primeiro show no Brasil, gritava a fã.
Mas nem tudo foi um mar de rosas, após a convidada se retirar, outra fã conseguiu driblar os seguranças do palco e pulou em cima do vocalista, falando em inglês (algo que ninguém conseguiu entender). Ela foi retirada pelos seguranças, atrapalhando o início da música “The Wolf”.
Os fãs brasileiros foram surpreendidos com as músicas “Ditmas”, “Ghosts That We Knew”, “Little Lion Man”, “Love of the Light” e o sucesso “I Will Wait”, que foi cantada duas vezes.

EMINEM
(Não permitiu a transmissão oficial, mas obrigado ao pessoal do Periscope!)


Quem nunca tentou cantar as músicas do Eminem e quase enrolou a língua? Pois é, o rapper americano que já passou dos 40 anos de idade (também estamos chocados!) finalmente voltou ao Brasil. Após seis anos do seu último show no país, ele fez uma apresentação de ser recordada para sempre na sua carreira.
Cantando músicas que fizeram sucesso no final dos anos 90, não se poupou com seus “motherfucking” em todos os discursos realizados durante o show. E ainda soltou um “Sampa”. O ponto onde todos cantaram/gritaram foi claramente em “Love the Way You Lie”, sua parceria com Rihanna.
E a selfie da galera? SIM! Durante o show, seu parceiro de palco, Mr. Porter, perguntou quem gostaria de tirar uma selfie. O público foi à loucura, sendo a deixa de Eminem para brincar falando que o público estava alterado, questionando: “Quantos aí estão doidões?”. Após isso, foi um clássico atrás do outro, como “My Name Is", “The Real Slim Shady” e “Without Me”.

MARINA AND THE DIAMONDS
(Ela veeeeeeeeio!!!!111!!)


Após ter que cancelar o seu show na edição do ano passado, Marina mostrou o que veio fazer e até pediu desculpas para seus fãs pelo que aconteceu. Com muita luz, fumaça, telão, troca de roupas e hits, o show levou o público à loucura (literalmente e nós amamos!).
“Primadonna Girl” foi o começo de toda loucura, a faixa extremamente dançante mostrou a realidade dos fãs brasileiros (acho que isso a assustou um pouco). Marina encarnou uma personagem no palco que fez muitos fãs rirem junto com sua banda.
E o que seria desse show, sem “Froot”? Pois é, a última música do show trouxe um pouco de seu álbum que é mais introspectivo e arrastado que os outros dois anteriores. Mas como ela mesma disse nos bastidores, por motivos de tempo [como todo festival], que é limitado, ela decidiu cantar suas músicas mais badaladas. (Marina, isso não foi problema nenhum viu?!).



Portões fechados, mas não era o fim. O Autódromo de Interlagos estava preparado novamente para receber o público, que estava animado para ver Karol Conka, Walk the Moon, Noel Gallagher (eternamente Oasis), Jack Ü e para fechar o dia, Florence + The Machine. Vamos aos principais shows do segundo dia:

KAROL CONKA


A brasileira (rainha eterna do camarote) trouxe os seus principais hits para a sua primeira apresentação no Lollapalooza. Levantou uma galera que sempre escuta suas músicas nas baladas e agradeceu ao público, além de dar uma lição (linda!) sobre o feminismo. Karol também se manifestou contra a questão de padronização da mídia e a favor da representatividade feminina no rap nacional.
Mas, Karol foi uma das primeiras a dar o pontapé inicial para as mudanças de todo formato do festival. A cantora convidou a MC Carol (SIM! A rainha do funk carioca, do "Jorginho me empresta a 12" e princesa do ar condicionado!), que dividiu o palco com ela e cantou “Toca na Pista, Toca na Favela”, mostrando que o funk também tem espaço no Lollapalooza e, principalmente, público.



Meu Deeeeeeeus!! <3 <3Karol Conká apresentando "Toca na Pista" com MC Carol e Tchelinho no Lollapalooza.
Publicado por RDT Pop em Domingo, 13 de março de 2016
WALK THE MOON


O sucesso da rádio Disney (nós amamos! <3), levantou uma galera com seus maiores hits. O quarteto norte-americano elogiou o país durante todo o show, brincou e mandou piscadinhas para quem estava na grade. Além de mostrarem presença, convidaram o grupo Meninos do Morumbi para subir no palco, lançando eles em pleno Lollapalooza.
Nicholas Petricca, vocalista da banda, durante toda apresentação se divertiu e ainda deu aquela reboladinha básica ao som do batuque dos Meninos. Ainda assim, o grupo não se esqueceu de tocar seus sucessos em território nacional, desde “Different Colours”, “Anna Sun” e  “Shut Up and Dance”, que fez todos pularem.

TWENTY ONE PILOTS
(FOI INSANO!)


Sabe aquelas pessoas que sabem fazer tudo? Pois é, o Twenty One Pilots é uma dupla americana, onde um fica na bateria e o outro faz de tudo além de cantar. Durante a apresentação foram colocando e tirando adereços, entraram todos mascarados e, por fim, saíram quase sem camisa (o baterista sim!).
Tyler Joseph, vocalista, de início deitou no chão (sabe as prioridades, né?) antes de tocar o teclado. Mas ele também foi responsável pelo momento mais insano do festival: Quando escalou a estrutura de som ao lado do palco com uma bandeira do Brasil, e, ao chegar no topo, sem nenhum equipamento de segurança, balançou a bandeira e cantou.
Mas não é somente o Tyler que faz coisas insanas. Josh Dun, baterista, desceu do palco e a produção do Lolla colocou uma bateria sobre a cabeça dos fãs que estavam na grade do palco. Ali, ele tocou com todos pulando e tentando encostar em suas pernas.(RAPAAAAAAAZ)
A equipe de segurança do evento estava atenta e dando suporte, tanto para o músico como para o público.
Teve chuva de papel picado, teve eles no fosso (lugar onde fica a equipe de segurança, bombeiros e equipamento de transmissão) e é claro que teve muitas musicas que levantaram o público. “Stressed Out”, “Tear in My Heart”, “Car Radio” e outras que começaram a fazer sucesso recentemente no país.

ALABAMA SHAKES
(Que voz é essa, mulher?!)


A volta da banda de Brittany Howard reuniu um grande coro na frente do palco Onix, que participou ativamente no show. Mesclando músicas dos álbuns “Boys & Girls” e “Sound & Color”, fizeram todos cantarem, gerando aquele mar de palmas debaixo de uma garoa que começou justamente quando a banda entrou no palco.
A vocalista, que também é guitarrista (e das boas), abandonou o instrumento para dançar. Além de já dizer publicamente que está começando a gostar dos festivais, Howard conversou muito com a plateia e declarou o amor que ela tem pelo público brasileiro.
“Eu gosto tanto do Brasil que gostaria de ficar por aqui. Vou tentar não ficar triste quando partir e cantar essa música” falou antes de cantar “Miss You” (será que essa música a faz lembrar da primeira vez dela no Brasil, em 2013?).
Além de mesclar os discos, a banda trouxe ao palco do Lolla o hit “Hold On”, que foi recebido com gritos e aplausos. Mas o melhor foi guardado. “Don’t Wanna Fight", música ganhadora de dois Grammys e “Gimme All Your Love” encerraram o show.

NOEL GALLAGHER'S HIGH FLYING BIRDS
(Declaramos que a Jana, autora do blog, ainda está se recuperando do baque)


O ex-Oasis arrebentou no palco. Com uma setlist cheia de músicas do seu trabalho solo se misturando com grandes hits do Oasis, ele fez qualquer um chorar (nós, principalmente!).
O show, que durou mais de uma hora, trouxe dez músicas do projeto solo - dos discos “Noel Gallagher’s High Flying Birds” e “Chasing Yesterday” - arrematando com outras cinco do Oasis. Uma delas foi "Champagne Supernova”, que formou um coro enorme, e claro, o maior hit do Oasis: “Wonderwall”. 
“Dream On” foi cantada pelo coro. Quando ele dedicou a música “You Know We Can’t Go Back” para os fãs de Oasis, rolou até palmas, porque a música foi rascunhada na época de “Definitely Maybe", primeiro disco do Oasis - lançado em 1994.

JACK Ü
(SIM! Estamos tranquilos e favoráveis!)


A dupla formada pelos DJs Skrillex e Diplo subiu ao palco Onix e fez muitas surpresas. Um pequeno telão foi colocado onde ficava as picapes e os equipamentos, enquanto o telão do palco tinha uma máscara formando Ü em toda imagem que era transmitida.
O público marcou presença com máscaras, bandeiras e muita gente preparada para pular. Quando os DJs entraram, ouvia-se o barulho de sirenes, os telões se acenderam e os remixes começaram. Ouvimos desde Rihanna até "Hello", da cantora Adele, com uma pegada mais eletrônica e um "quê" de dubstep.
Mas as surpresas não acabaram por aí. Durante a apresentação, começamos a ouvir “Vai Safadão” e, quando percebemos, era realmente um remix do Wesley Safadão. Todos pularam e gritaram o bordão do cantor, que não estava presente no evento. Puxando uma música com outra, os toques de “Baile de Favela” começaram a surgir e não demorou muito para que todos estivessem pulando ao som de MC R7.


Acabou? NÃO! Eis que no final da apresentação surge MC Bin Laden em cima do palco. Cantando sua música "Tá Tranquilo, Tá Favorável”, o cantor arrancou sua camiseta e fez toda a coreografia - enquanto o público repetia.
Jack Ü foi a segunda atração do dia a mostrar que o funk brasileiro tem público nos festivais, contrariando a internet e mostrando que o funk é parte da cultura brasileira. (Beyoncé no Rock in Rio também mostrou isso, né mores?)
Fechando o show, a dupla trouxe para o palco bandeiras com o símbolo Ü e convidou um punhado de fãs para se jogar no chão do palco junto com eles. Foi insano!

MC Bin Laden faz participação especial durante show do Jack Ü no Lollapalooza, cantando o hit "Tá Tranquilo, Tá Favorável".
Publicado por RDT Pop em Domingo, 13 de março de 2016

FLORENCE + THE MACHINE


A estrela da noite, que fechou as atividades do #LollaBR 2016! Numa das apresentações mais aguardadas, Florence mostrou literalmente ser uma deusa, louca e feiticeira (os fãs a chamam de fada!).
Para mais de 75 mil pessoas (público presente neste domingo), embaixo de chuva e cheia de interação, Florence trouxe aos palcos grandes hits novos e antigos. Em frente a um telão que parecia purpurina, num palco cheio de luzes coloridas, ela cantou de “How Big, How Blue, How Beautiful” até “Sweet Nothing” - esta com uma versão repaginada. Não deixou de fora hits como "Dog Days Are Over", “Spectrum”, “No Light, No Light” e “Ship to Wreck”.
No palco, a banda teve a participação de harpa, fazendo com que tudo parecesse mágico. A cantora usava um vestido leve, que literalmente dançava com o vento, aumentando ainda mais o clima mágico.
Florence foi responsável pelo momento mais amor do festival. Entre idas e vindas do palco - no meio da correria entre o público com a bandeira do Brasil nas mãos e uma coroa na cabeça (ambos presentes dos fãs), ela se segurou na grade e foi abraçada pelos fãs, onde cantou olhando nos olhos de um deles.
A fofura não se encerrou por aí. Após cantar seus grandes hits e dizer que ama o Brasil, ela propôs um abraço coletivo. "Quero que cada pessoa deste festival abrace o outro que está ao lado e diga que o ama”. O público realizou o pedido e fez com que Florence retribuísse com desejos de paz, amor e coisas boas para cada um que estivesse ali.


O Lollapalooza Brasil se encerrou com uma incrível queima de fogos. A saudade vai bater até o ano que vem.

Lolla, nós nos encontraremos em 2017!
#LollaÉPOP #VemLollaBR17 <3

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.